Capítulo setenta e um – De novo

quarta-feira, 7 abril 2010 § Deixe um comentário

Pode parecer frescura (e provavelmente é), mas eu gosto de mudar o blog. Aliás, mudar qualquer coisa na vida é legal (desde que por vontade própria, é claro). Daqui uns anos se precisar eu mudo de novo. Por enquanto tô achando o wordpress legal, tem vários recursos e etc. Só me deixa um pouco frustrado eu não poder mexer no código-fonte que nem o blogger deixava, mas eu tô me acostumando. Eu consegui importar tudo o que tava lá no blogspot sem precisar de esforço nenhum, então tá tudo lindo e arquivado aí pra quem quiser ver.

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Já tem mais de sete anos que esse blog existe (contando, inclusive, os dois últimos anos em que ele esteve completamente abandonado). De qualquer forma, é uma coisa bastante duradoura pra uma pessoa que larga tudo pela metade, principalmente quando não tenho nenhuma obrigação. E eu nunca tive nenhuma obrigação quanto à escrever aqui nesse blog (no máximo, talvez, algumas pessoas que gostariam que eu escrevesse mais, por motivos que me fogem à compreensão). E também nunca ganhei nada que não fossem alguns elogios (que me fazem muito bem, obrigado) e uma sensação de auto-satisfação.

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Tem uma pasta no meu computador chamada “rascunhos” onde eu guardo as coisas que eu escrevo. É um nome bem apropriado – pelo menos metade dos textos lá tá escrito pela metade ou só o primeiro parágrafo ou é só uma idéia que eu anotei pra não esquecer. Isso sem contar os meus caderninhos de anotação reais que também têm algumas idéias que eu nunca escrevo. Tem um monte de coisa que eu nem lembro mais como ia continuar, mas vou tentar fazer uns textos a partir desse monte de coisas incompletas, embora eu duvido que vá muito longe minha empolgação momentânea.

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E lá vamos nós!

Capítulo Dezesseis – Momento

quarta-feira, 7 maio 2003 § Deixe um comentário

Todo humorista que se preze deve saber o que dizer na hora certa, por que de outro modo a piada não funciona. Se disser antes da hora, ninguém entende nada. Se disser depois, ninguém acha graça. Um bobo da corte que não soubesse o momento, que não tivesse o timing, poderia ser morto no dia seguinte, sem uma segunda chance e de uma forma nada engraçada…
Infelizmente, esse não é um problema só daqueles que querem fazer rir. Na verdade é um perigo pra quase todo mundo. Pense em quantas brigas não teriam sido evitadas se a palavra perfeita surgisse naquele momento exato, na linha que divide a felicidade dos vasos quebrados contra a parede.
Ou em entrevistas de emprego, que você sempre sai se lamentando por ter abrido o bico quando te perguntaram o porquê de ter sido demitido do seu último emprego, ainda que você tenha dito que não bebe mais em servicço e muito menos dança pelado em frente às câmeras de segurança na véspera do feriadão. (Ah, bons tempos aqueles…)
Eu mesmo já perdi minha noção de timing há muito tempo. Não acerto uma! É incrível a minha capacidade de dizer a coisa errada na hora certa, a coisa certa na hora errada ou, o mais comum, a coisa errada na pior hora possível. Eu poderia dar mil exemplos, mas pergunte aos conhecidos que eles sabem os detalhes, eu não. Não gosto de ficar me torturando com o que poderia ter sido…
Portanto se um dia você vir alguém em apuros, se você sentir que o momento crucial está chegando e esse alguém não vai dizer o que deve! Não pense duas vezes (isso poderia ser erro), dê um jeito de avisar, nem que você tenha que gritar:
-Agora!
Acredite, carreiras, relacionamentos, até vidas, serão salvas. E as pessoas, eternamente gratas, não deixaram que nada de mal te aconteça e nem que você perca a sua oportunidade de dizer a coisa certa na hora certa. Ou de fazer um bom final para o seu texto. O que for melhor.

Capítulo Doze – Caçador de Borboletas

quinta-feira, 24 abril 2003 § Deixe um comentário

A criatividade é algo que vem quando menos se espera. Não adianta forçar, não adianta fingir que não tá nem aí, nem adianta ficar falando sobre isso.
Acontece assim: você está lá, sossegado e de repente: bum! Uma grande idéia aparece (talvez nem tão grande, mas depois de ficar tanto tempo procurando algo, qualquer coisa parece a melhor coisa do mundo, pelo menos por um tempo).
É fato conhecido que nenhum artista trabalha bem sob pressão. Depois da idéia, vem a hora de colocá-la em prática e isso exige muito esforço, que não é nada sem aquele estalo inicial no cerébro, que é como aquela lâmpada que se acende na cabeça dos personagens de desenhos animados, aquilo que te acorda no meio da noite e te faz levantar da cama pra anotar por medo de esquecer. Pois nunca se deve se disperdiçar uma boa idéia, que é como uma borboleta, vem à sua cabeça e se não apanhá-la ela foge e quando volta está velha e desbotada.
Depois de apanhá-la é preciso colocá-la numa moldura bem bonita e mostrar pra todo mundo. Assim, que nem eu fiz…

Capítulo Dez – Auto-afirmação

terça-feira, 1 abril 2003 § Deixe um comentário

Eu escrevo
quando
eu quiser.

Capí­tulo Zero – Algumas reconsiderações iniciais

domingo, 16 fevereiro 2003 § Deixe um comentário

1. Às vezes tudo o que se precisa é mudar um pouco. Mudei. E mudo de novo se precisar.

2. Vou revisar e republicar aqui os textos que eu quiser, do jeito que eu quiser. Alterar o passado incondicionalmente devia ser um direito inalienável de todo ser humano.
Semana que vem eu começo, mas não me demorarei nessa tarefa.

3. Os links estão aí­, mesmo que os linkados não estejam mais lá. Valem pelo menos por causa dos arquivos.

4. E dessa vez eu prometo não atualizar freqüentemente. Mesmo que eu queira, farei um esforço pra não postar mais que uma vez por semana. Com um pouco de sorte, não postarei mais que duas vezes por mês. Uma vez por mês em ocasiões especiais.

5. Chega. =)

Modificado em 25/11/05 às 14:32

Prólogo

sábado, 15 fevereiro 2003 § Deixe um comentário

No princí­pio era o nada.

E depois surgiu alguma coisa. Não me pergunte como, já perdi muitas noites angustiando sobre isso. E sobre outras coisas. Não angustio mais.

Escrever é uma droga. E escrevo. E insisto, por necessidade. Quando não preciso, não escrevo.

E no que vai dar tudo isso?
Continuo não sabendo. Talvez não dê em nada. Provavelmente não vai dar em nada.

Mas eu não sei.

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