Capítulo Cinqüenta e Dois – Balada de lamentação pela morte de um bom amigo

sexta-feira, 2 abril 2004 § Deixe um comentário

Desculpa por te matar, meu amigo
Mas você há de concordar
Qualquer um perderia a cabeça
Ao descobrir que a mulher lhe traiu com o próprio amigo
Enquanto viajava a negócios para Manducaia
Em pleno feriadão

Eu juro, caro companheiro
Que aquela faca era só pra assustar
E foi uma tremenda falta de sorte
Ter voado da minha mão quando eu escorreguei

[naquela casca de banana

E ter ido parar no seu coração

Ainda lamento, infeliz colega
Por não ter ido ao teu velório
Consolar teus filhos, tua mãe
E aqueles teus primos que não te viam
Desde mil novecentos e setenta e nove
E que vieram só pro teu enterro

Ah, pobre parceiro!
Se eu pudesse voltar atrás

…..aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh!!!!!!!!!…..

……eu nunca quis te matar, eu nunca quis te matar, eu nunca nunca nunca, nunca quis te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, te matar, matar matar matar.

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