Capítulo Quarenta e Sete – Recapitulando

quarta-feira, 19 novembro 2003 § Deixe um comentário

Capitu foi raptada pelo Capitão e levada para a nau capitânia. Logo Capitu, que sempre foi tão recatada… O Capitão talvez quisesse pecar com Capitu. Capitu dizia que só iria para a cama com o Capitão se eles se casassem (por que se ele não era o par perfeito, ao menos era rico). O Capitão aceitou a proposta, mas Capitu não sabia que o Capitão era um canalha e que daria um jeito de acabar com Capitu depois de conseguir o que queria.
Um dos capangas do Capitão, ficou com pena da pobrezinha e na noite anterior ao casamento contou os detalhes do conluio que o Capitão estava conspirando com os seus. Capitu, mais do que com pressa, deu um jeito de escapar. Construi uma corda com lençóis e caiu dentro do mar. E ia o capanga com a donzela.
O Capitão ao saber da traição – do capanga e da mulher que (sorte triste) lhe roubou o coração – mandou catorze homens atrás do casal. Passaram-se quarenta dias e nada de achar. Mal sabiam que os dois – que se amavam como nunca amaram qualquer outro – se escondiam na capital. Mal sabiam os dois – que se satisfaziam em rolarem juntos no carpete – que o Capitão era influente figura na capital.
Em pouco tempo a polícia achou os dois e os levou a julgamento. E o juiz era compadre do Capitão! O malvado Capitão queria a forca, mas o juiz achava isso deveras desumano. Culpados de um crime que nunca cometeram, foram os amantes condenados à guilhotina. Ao fim da tarde, sob a luz crepuscular foi decapitada Capitu e o capanga.
E a nau capitânia partiu contente.

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Capítulo Quarenta e Seis – A melhor história que eu já escrevi na minha vida

quinta-feira, 13 novembro 2003 § Deixe um comentário

O Assalto

Um homem encapuzado, empunhando uma arma, entra numa loja gritando:
-Isso é um assalto!
A balconista se vira e olha com desdém a figura magra e histérica:
-Ah, fala sério… Cadê a câmera escondida?
-Que câmera escondida?! Isso aqui não é pegadinha, não!
-Sei…

Onde estou?

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