Capítulo Quarenta e Dois – A balada do homem de nunca mais

quinta-feira, 16 outubro 2003 § Deixe um comentário

Pulou por cima de uma andorinha, criou asas e fez que não viu. Sonhou que era gente normal e que ia trabalhar, acordou assustado com o próprio umbigo. Fez sentido quando tinha um gato na mesa, à milanesa, que beleza! Veja você, que coisa, eu rimo e não tenho vergonha… Já ele, colocou o casaco acústico e nem deu tchau. Parou antes que pudesse pensar pra onde ia. Viu que era melhor assim. Do outro lado da cidade, alguém igual a ele ia ao seu encontro, mas pro lado errado.
Pensou que era um ato surreal abrir um porta. Mas passou assim mesmo por cima do muro. Chegando em casa, tirou os chinelos e foi ouvir um sorvete de baunilha com tendências pós-modernas. Apagou o sol para poder relaxar e dançou. Enquanto dançava, sonhou que era gente normal e que ia trabalhar. Pensou que devia ver o padeiro por causa desse sonho freqüente.
Desceu ao teto onde estava o padeiro – que não sabia fazer pães de nuvem, que escândalo! – e por isso o padeiro entendeu tudo, disse que era o que não era e que devia fazer tudo ao contrário. Voltou para casa de costas e sussurrou coisas bonitas ao pé da cova.
Teve medo quando sonhou o sonho de novo, mas dessa vez sonhou quando dormia e por isso teve mais medo do que coragem. Arranjou um emprego de mentir para o rei e nunca mais sonhou. Puxou o final da história de baixo do travesseiro e deu na cara do leitor.

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