Capítulo Trinta e Oito – Poema Circular

quinta-feira, 28 agosto 2003 § Deixe um comentário

Capítulo Trinta e Sete – Não é a coisa mais original do mundo, mas vá lá…

domingo, 24 agosto 2003 § Deixe um comentário

O ferreiro chega em casa com muita fome depois de um dia de trabalho:
-A janta já tá pronta?
-O apressado come cru.
-Pois eu podia comer até um cavalo. Sem cozinhar mesmo.
-Pronto. Tá aqui.
-Hum, mas está delicioso!
-É que a fome é o melhor tempero…
-Mal posso esperar pelo assado…
-Quem espera sempre alcança…
-A esperança é a última que morre…
-Ah, deixa de reclamar e vai lá buscar a carne.
E o ferreiro foi buscar o espeto com a carne. Espeto de pau, é claro.

Capítulo Trinta e Seis – Briga de Rua

quarta-feira, 20 agosto 2003 § Deixe um comentário

-Vem cá se for homem!
-Quiquié, seu viadinho? Larga essa faca aí que eu vou!
-Só largo se você largar essa granada aí…
-Ah, a moçoila tá com medo de uma granadinha, é?
-Ah, seu filho da puta! Eu vou te pegar!
-Filho da puta? É a tua mãe que tá na zona!
-Por que roubou o lugar da tua vó!
-Ei! Não enfia minha finada vó no meio, não!
-Então tá! Seu… seu… seu brocha!
-É? Não foi o que tua mulher me disse ontem à noite…
-Ah, seu mentiroso do caralho!
-Corno!
-Retardado!
-Chifrudo!
-Boboca!
-Boboca?!
-É…
-Você tem cinco anos de idade, é?
-Por quê?
-Aff… deixa pra lá, vai… toma aqui minha granada que eu vou pra casa…
-Tá fugindo, é? Ficou com medo? Volta aqui que eu vou te pegar…

Capítulo Trinta e Cinco – Liberdade é uma palavra perigosa (título provisório)

domingo, 10 agosto 2003 § Deixe um comentário

Amarelinho era um passarinho. Um pássaro canoro qualquer, azul, mas com uma manchinha amarela no peito, razão do seu nome. Ainda pequeno, Amarelinho foi achado machucado e caído no meio de uma rua de uma cidadezinha interiorana e encantou o seu Adamastor, carpinteiro de profissão, com o piado agudo. Seu Adamastor cuidou dele e o colocou numa velha gaiola de madeira e lá Amarelinho cresceu, cantando cada vez mais bonito. Amarelinho não conhecia outra vida que não aquela, cantando e bebendo água fresca todo dia.
Mas o tempo, que não sabe fazer outra coisa a não ser passar e passar, passou. E o pássaro envelheceu. Envelheceu mais do que o seu dono, que era gente. E todo mundo sabe que gente costuma viver mais do que passarinho, especialmente os passarinhos que vivem em velhas gaiolas de madeira. E foi ficando assim menos vigoroso, meio sem voz, dava até pena de ver. Daí seu Adamastor, que era gente mas também tinha coração, resolveu soltar o bichinho. Foi até o quintal e abriu com cuidado a gaiola. Amarelinho estranhou o rangido, foi até a abertura e colocou o bico pra fora. O velho animou:
-Vai, ‘marelinho, vai. – e fez um gesto com a mão pra ele ir embora.
Amarelinho pareceu se animar, abriu as asas e foi direto ao chão. O carpinteiro o juntou e o levantou bem alto com a palma da mão. Dessa vez ele conseguiu voar. Voou bem alto, como se nunca tivesse voado na vida. Passou por cima da casa e quando chegou do outro lado da rua, o filho do vizinho, moleque levado, acertou Amarelinho com uma pedra lançada com o seu estilingue (ou atiradera, eu não sei que lugar ficava essa cidade).
E uma lágrima deve ter caído do olho cansado do seu Adamastor por ver seu passarinho livre pro resto da vida.

Capítulo Trinta e Quatro – Interlúdio Nonsense

quarta-feira, 6 agosto 2003 § Deixe um comentário

-Vó, abaixa essa música que eu quero dormir…
-Mas é música de ninar…
-Vó, eu já tenho 15 anos!
-Ah, termina de tomar sua mamadeira e pára de me incomodar…

Capítulo Trinta e Três

segunda-feira, 4 agosto 2003 § Deixe um comentário

Choveu.

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