Capítulo Dois – O Corpo

quarta-feira, 26 fevereiro 2003 § Deixe um comentário

Ela olha e não acredita no que vê. Não pode acreditar que foi a culpada, mas como poderia saber? Afinal ele é que veio procurar prazer ali. Isso mesmo: prazer. E não adianta vir com esse papo de necessidade que ela não acredita. Sabe que na sua casa se escondem os maiores prazeres pra esse tipo de ser repugnante.
Mas o que importa agora não são os culpados nem os motivos, o problema é o corpo boiando na sua frente. O que fazer?
Olha para os lados: ninguém à vista, menos mal, assim é mais fácil. Mas então, retirar com as mãos nuas? Poderia usar algo que a ajudasse, mas como sem ninguém perceber?
-Te odeio – disse para o morto com os dentes cerrados pra abafar o som da sua voz.
Então uma idéia repugnante veio à sua cabeça. Negou com veemência a idéia a princípio, mas achou que não haveria outra saída. O marido já estava chegando. Prendeu a respiração e bebeu de uma vez só o leite-com-café-e-formiga-boiando.
-Tudo bem, querida?
-Claro. Me faz um favor?
-O quê?
-Pegue outro pacote de açucar, o açucareiro está cheio de formiga.

Capítulo Um – Poeminha Bobo de Carnaval

quinta-feira, 20 fevereiro 2003 § Deixe um comentário

Se sou o pior dos seres
É pra ninguém se sentir mal
Perto de mim

Mas também
O que eu poderia esperar
da vida
Se nasci no Bomfim?

Capí­tulo Zero – Algumas reconsiderações iniciais

domingo, 16 fevereiro 2003 § Deixe um comentário

1. Às vezes tudo o que se precisa é mudar um pouco. Mudei. E mudo de novo se precisar.

2. Vou revisar e republicar aqui os textos que eu quiser, do jeito que eu quiser. Alterar o passado incondicionalmente devia ser um direito inalienável de todo ser humano.
Semana que vem eu começo, mas não me demorarei nessa tarefa.

3. Os links estão aí­, mesmo que os linkados não estejam mais lá. Valem pelo menos por causa dos arquivos.

4. E dessa vez eu prometo não atualizar freqüentemente. Mesmo que eu queira, farei um esforço pra não postar mais que uma vez por semana. Com um pouco de sorte, não postarei mais que duas vezes por mês. Uma vez por mês em ocasiões especiais.

5. Chega. =)

Modificado em 25/11/05 às 14:32

Prólogo

sábado, 15 fevereiro 2003 § Deixe um comentário

No princí­pio era o nada.

E depois surgiu alguma coisa. Não me pergunte como, já perdi muitas noites angustiando sobre isso. E sobre outras coisas. Não angustio mais.

Escrever é uma droga. E escrevo. E insisto, por necessidade. Quando não preciso, não escrevo.

E no que vai dar tudo isso?
Continuo não sabendo. Talvez não dê em nada. Provavelmente não vai dar em nada.

Mas eu não sei.

Onde estou?

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